Arquitetura na Itália 2026/2027: o que muda com o novo Decreto 706
- 5 de jun.
- 6 min de leitura
Saiu o decreto que define como será o ingresso em Arquitetura nas universidades públicas italianas no ano acadêmico 2026/2027.
O Decreto Ministerial n. 706, de 4 de junho de 2026, publicado pelo Ministério da Universidade e da Pesquisa (MUR), estabelece as modalidades e os conteúdos da prova de admissão aos cursos de Laurea e Laurea Magistrale a ciclo único voltados à formação de arquiteto.
Neste artigo, explicamos de forma simples o que o decreto define, como será a prova e o que o estudante brasileiro deve fazer agora.

Arquitetura na Itália: o que o decreto define (e o que ainda falta)

O decreto define apenas as regras e o formato da prova de admissão: estrutura do teste, conteúdos, pontuação, prazo máximo e regras gerais.
Atenção: o número de vagas ainda não foi publicado. Ele virá em um decreto ministerial separado, e cada universidade divulgará suas vagas no próprio edital (bando).
E aqui está a mudança mais importante de formato: não há mais um teste nacional único em data única. Cada universidade organiza e gerencia a sua própria prova, em uma ou mais sessões, seguindo o padrão nacional de número de questões e conteúdos.
Na prática, isso significa que o estudante precisa acompanhar o site e o edital de cada universidade de interesse, porque as datas serão diferentes entre os ateneus.


Quem pode prestar a prova?
• Candidatos de países da União Europeia;
• Candidatos não-UE residentes na Itália;
• Candidatos não-UE residentes no exterior, o caso dos brasileiros que ainda não moram na Itália.
Para os não-UE residentes no exterior, há vagas reservadas e uma classificação separada. Ou seja, as universidades montam duas listas: uma para candidatos UE e não-UE residentes na Itália, e outra exclusiva para quem concorre do exterior.

Como será a prova?
A prova terá 50 questões de múltipla escolha, cada uma com 5 opções de resposta (apenas uma correta), e o tempo de duração será de 100 minutos. A distribuição das questões é a seguinte:
Área | Nº de questões |
Compreensão de texto | 10 |
Conhecimentos adquiridos nos estudos e história (incluindo história da arte) | 10 |
Raciocínio lógico | 10 |
Desenho e representação | 10 |
Física e matemática | 10 |
Total | 50 |
Para os cursos ministrados em inglês, a universidade prepara a prova também em inglês, com o mesmo padrão.
A prova pode ser aplicada presencialmente ou a distância, em modalidade telemática, sempre sob a responsabilidade e o controle de cada universidade. O decreto incentiva expressamente o uso de instrumentos digitais.

Como funciona a pontuação?
• +1 ponto por resposta correta;
• −0,25 ponto por resposta errada;
• 0 ponto por resposta em branco.

A pontuação máxima é de 50 pontos. Quem não responder a nenhuma questão não entra na classificação.
Em caso de empate, prevalece, nesta ordem, a maior pontuação em: raciocínio lógico, compreensão de texto, desenho e representação, física e matemática, conhecimentos adquiridos nos estudos, história (incluindo história da arte) e cultura geral. Persistindo o empate, vence o candidato mais jovem.
São admitidos os candidatos por ordem decrescente de pontuação, até o limite de vagas indicado no edital de cada universidade. Cada ateneu também deve permitir que o candidato indique a ordem de preferência entre os cursos.

Datas e prazos: o que vigiar

• A prova deve acontecer até, no máximo, 30 de setembro de 2026;
• Cada universidade publica seu edital com pelo menos 30 dias de antecedência da prova;
• O edital traz as datas da prova (e de eventual prova adicional), o número de vagas e os procedimentos de cada universidade.
Nossa recomendação prática: comece a monitorar desde já o site das universidades públicas de seu interesse, porque os editais e as vagas virão por universidade, em datas diferentes.

E se sobrarem vagas?
Cada universidade pode prever uma prova adicional para preencher vagas que sobrarem após a primeira seleção. Além disso, vagas remanescentes podem ser oferecidas a candidatos que fizeram a prova em outra universidade e não conseguiram acesso por esgotamento de vagas, sempre por ordem de pontuação.


Candidatos com invalidez, deficiência ou DSA
O decreto garante medidas específicas: candidatos com invalidez ou certificação da Lei 104/1992 têm direito a tempo adicional de até 50%; candidatos com DSA (transtornos específicos de aprendizagem, Lei 170/2010) têm tempo adicional de até 30%, com diagnóstico emitido há no máximo 3 anos, conforme regras específicas.
Quem reside no exterior deve apresentar a certificação legalizada e traduzida (tradução juramentada ou certificada pelas representações diplomáticas italianas).

O que estudar? (Anexo A)

O Anexo A do decreto detalha os conteúdos programáticos:
• Compreensão de texto: textos em italiano de naturezas variadas (ensaios científicos, narrativa, atualidades de jornais e revistas);
• Raciocínio lógico: completar raciocínios a partir de premissas em forma simbólica ou verbal;
• Cultura geral e história: situar fenômenos histórico-culturais, obras de arquitetura e correntes artísticas; instituições nacionais e internacionais; temas jurídicos, econômicos e de cidadania;
• Desenho e representação: domínio da representação gráfica de formas e objetos no plano e no espaço;
• Física e matemática: conhecimentos de base do ensino médio nas duas disciplinas.


Então, o que fazer agora?
Se você quer estudar Arquitetura na Itália em 2026/2027, a orientação é:
• defina as universidades de interesse e acompanhe os sites delas;
• aguarde a publicação dos editais com datas, vagas e procedimentos;
• comece a estudar desde já pelos conteúdos do Anexo A;
• organize sua documentação com antecedência, incluindo as etapas de pré-inscrição no Universitaly e visto;
• fique atento ao decreto separado que vai publicar o número de vagas.

Conclusão
O Decreto 706 confirma o formato descentralizado para Arquitetura em 2026/2027: cada universidade organiza a própria prova, com padrão nacional de 50 questões, 100 minutos e prazo máximo de 30 de setembro de 2026.
Para o brasileiro, as boas notícias são a manutenção das vagas reservadas e da classificação separada para quem concorre do exterior e a possibilidade de prova a distância, a critério de cada universidade.
O que falta agora são os números de vagas e os editais de cada ateneu. Por isso, o melhor caminho não é ansiedade: é preparação e acompanhamento.

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"Disclaimer: Este artigo foi criado com o objetivo de auxiliar brasileiros que planejam viajar para o exterior. Ele possui caráter exclusivamente informativo, e todas as informações foram cuidadosamente verificadas para garantir a maior precisão possível. Nós, do Vivendo a Fundo, nos esforçamos para manter os dados sempre atualizados. No entanto, recomendamos que você verifique todas as informações aqui apresentadas, pois leis, regras, peços e regulamentos podem mudar frequentemente. Se você identificar alguma mudança, por favor, nos avise por e-mail para que possamos atualizar o conteúdo."


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